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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Bloqueio continental

Bloqueio continental
Napoleão proibiu comércio com a Inglaterra

O que tem a ver a Revolução Francesa com a Independência do Brasil? O elo entre os dois fatos históricos é um episódio que ficou conhecido como Bloqueio continental.O imperador francês, Napoleão Bonaparte, havia colocado em prática uma política militar expansionista, com intuito de estender seu domínio sobre toda a Europa. Mas a Inglaterra, a maior potência industrial européia, conseguiu resistir às tentativas de conquista por parte da França napoleônica. Com o objetivo de quebrar a resistência da Inglaterra, Napoleão tentou sufocá-la economicamente proibindo os países europeus de comercializarem com os ingleses, ao decretar, em 1806, o Bloqueio Continental.
Portugal e o bloqueio continentalPortugal se encontrava numa situação bastante difícil, sofrendo pressões tanto dos ingleses quanto dos franceses. De um lado, Napoleão exigia que Portugal rompesse política e economicamente com a Inglaterra, fechasse seus portos e expulsasse o embaixador inglês. Mas a Inglaterra tinha fortes laços comerciais com Portugal. Por conta disso, os ingleses pressionaram os portugueses para que assinassem uma convenção secreta, que asseguraria a Portugal a transferência da sede da monarquia lusitana para o Brasil.Em contrapartida, os portugueses deveriam tomar as seguintes medidas em benefício da Inglaterra: a entrega da esquadra portuguesa; a entrega da Ilha da Madeira; a concessão de um porto livre em território colonial brasileiro; e a assinatura de inúmeros tratados de comércio exclusivamente com os ingleses. Em 1807, França e Espanha assinaram o tratado de Fontainebleau, que formalizava a decisão de ambas as nações de invadirem Portugal e dividirem entre si suas colônias. Diante desse acontecimento, a Coroa portuguesa viu sua transferência para o Brasil como a única salvação da dinastia de Bragança, e decide aceitar o acordo proposto pela Inglaterra.Assim, Dom João 6º decide pela vinda da família real portuguesa ao Brasil, em 1808.A partida da Corte portuguesa deu-se no momento em que tropas francesas, comandadas pelo general Junot, iniciaram a invasão do reino. Os súditos portugueses presenciaram estupefatos a fuga em massa dos nobres do reino. Em 29 de novembro de 1807, as embarcações que transportavam a Corte e a nobreza portuguesa sairam do Tejo, protegidas por uma esquadra inglesa. No mesmo instante, as tropas de Junot entram em Lisboa. As embarcações trazendo a Corte e a nobreza portuguesa para o Brasil aportaram em Salvador. Em 7 de março, transferiram-se definitivamente para o Rio de Janeiro.

sábado, 10 de novembro de 2007

Formação da sociedade brasileira

Italianos, alemães e japoneses substituem o trabalho escravo

Italianos no porto à espera da partida, óleo de Angiolo Tomasi (1896)

A formação da sociedade brasileira foi fortemente marcada por grandes deslocamentos populacionais. O tráfico de escravos, que desde o século 15 trasladou mais de 10 milhões de negros africanos para terras americanas, foi o mais importante desses afluxos, deixando marcas profundas em nossa constituição social. Contudo, desde a primeira metade do século 19, com o iminente fim da escravidão, a possibilidade de introduzir trabalhadores europeus esteve na pauta das ações políticas brasileiras, principalmente na transição do trabalho escravo ao assalariado.

No entanto, é preciso entender esse enorme movimento migratório em outra perspectiva. Inseri-lo num panorama mais geral. A segunda metade do século 19 assistiu o desenrolar de um processo que ficou marcado como a maior migração de povos de toda a história. Estima-se que entre 1846 e 1875, cerca de 9 milhões de pessoas deixaram a Europa - principalmente a Itália - e cruzaram o Atlântico, rumando sobretudo para os Estados Unidos, na esperança de "fazer a América".Pobreza e propagandaIgualmente importante é entender os fatores que impulsionaram esse grande fluxo migratório. O fato é que a Itália, na segunda metade do século 19, possuía milhares de trabalhadores dispostos a abandonar sua terra natal e se aventurar em países distantes como Brasil, Argentina e Estados Unidos. Isso se explica, sobretudo, pela forte penetração das relações capitalistas no campo e a conseqüente concentração da propriedade da terra.As altas taxas e impostos sobre a posse da terra obrigaram muitos pequenos proprietários a empréstimos e endividamentos. Além disso, o pequeno produtor não conseguia competir com os grandes proprietários, que enchiam os mercados com produtos mais baratos. Sem condições de ocupação, esses trabalhadores se proletarizaram, transformando-se em mão-de-obra barata na nascente indústria italiana. Outros tantos preferiram cruzar o Atlântico, em busca de sorte melhor. Nesse sentido, a forte propaganda do governo brasileiro encontrou um público bastante vulnerável, carente de possibilidades de uma sobrevivência digna em sua terra natal.Mão-de-obra barataEm 1871, formou-se a Associação Auxiliadora de Colonização de São Paulo, reunindo importantes fazendeiros e contando com o apoio do governo. Quinze anos mais tarde, em 1886, foi criada a Sociedade Protetora da Imigração, responsável direta pelo alojamento, emprego e transporte dos recém-chegados até as zonas cafeeiras - sendo o café, na época, o verdadeiro motor da economia brasileira. Em apenas um ano, esta sociedade promoveu a entrada de mais de 32 mil trabalhadores. Até o ano de 1900, essa cifra ultrapassaria a casa dos 800 mil imigrantes.Atraídos por uma forte campanha publicitária e por passagens subvencionadas pelo governo brasileiro, milhares de europeus viam aqui uma saída para sua difícil situação econômica, deixando-se cair nas tentadoras promessas de uma vida melhor ao sul do equador.Estudos recentes mostram que a introdução de trabalhadores europeus em terras brasileiras deu-se num volume muito maior do que a capacidade de absorção das lavouras de café do interior paulista e de outras localidades. O objetivo era manter a oferta de braços num nível muito elevado, de maneira que o custo da mão-de-obra se mantivesse baixo e não onerasse demasiadamente a produção.Brás, Bexiga e Barra FundaIsso explica o fato de grande parcela desses imigrantes ter sido atraída pelos centros urbanos, em vez do campo, marcando definitivamente a conformação social de cidades como São Paulo. Daí o surgimento de bairros nos quais a presença de estrangeiros era marcante, como Bom Retiro, Brás, Bexiga e Barra Funda.Em virtude desse afluxo de imigrantes, a população da cidade de São Paulo passaria de cerca de 31 mil habitantes em 1872 para mais de 230 mil em 1900. Esse excedente de trabalhadores fez com que o processo de industrialização, ocorrido em princípios do século 20, dispusesse de mão-de-obra barata, já que a oferta desta era considerável.No sul do país, porém, a fixação de imigrantes deu-se de maneira diferenciada. Baseou-se na colonização por meio de pequenas propriedades, num processo iniciado muito antes do paulista, já que as primeiras colônias datam do início do século 19.Ali predominaram os trabalhadores alemães, concentrados principalmente nas províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 1824, por exemplo, formou-se a colônia alemã de São Leopoldo; em 1828 surge a de São Pedro de Alcântara e, a partir de 1850, surgem as colônias de Blumenau, Brusque e Dona Francisca, que mais tarde seria conhecida como Joinville.Racismo e imigraçãoNo entanto, é forçoso notar que não apenas aspectos econômicos nortearam as políticas de imigração de meados do século 19. A introdução de grandes levas de europeus era também motivada por aspectos de cunho raciais, dado o manifesto desejo de nossas elites de "branquear" a população brasileira, aliando-se ao plano de nação moderna que buscavam construir.Em 1879, por exemplo, o deputado Ulhoa Cintra apresentou um projeto de introdução de trabalhadores chineses, advindos dos EUA ou da própria China, onde a abundância dessa mão-de-obra oriental tornava-a extremamente barata. Alvo de críticas de todo tipo, porém, tal projeto foi rechaçado. Alegava-se, sobretudo, que os chineses representavam uma "raça inferior", e portanto incompatível com o ideário do novo Brasil desejado pelas elites.Japoneses e coreanosOs opositores dos chineses agarravam-se na idéia de que a vinda de europeus promoveria uma depuração da raça brasileira, supostamente "maculada" por séculos de escravidão. A introdução de asiáticos nas lavouras paulistas somente se consolidaria em 1908, com a chegada do navio japonês Kasato-Maru. Tinha início uma nova e importante fase do processo imigração, com a formação de uma grande colônia japonesa.Ao longo do século 20, o Brasil atraiu outros milhares de imigrantes advindos de diversas partes do mundo. Nas últimas décadas, por exemplo, nota-se a forte presença de coreanos e bolivianos em alguns bairros paulistanos.Estima-se que nos últimos anos tenham entrado no país cerca de 50 mil bolivianos, atraídos sobretudo por oficinas de costura nos bairros do Brás e Pari, muitas delas clandestinas. Também vivem hoje em São Paulo entre 40 e 50 mil coreanos, a maioria deles ocupados em atividades comerciais. São novas cores que se somam ao arco-íris multiétnico brasileiro.

A República foi proclamada no Brasil a partir de um golpe militar

15 de novembro



Proclamação da República pôs fim ao período imperial no Brasil




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O dia em que a liberdade abriu as asas sobre nós
-->Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca promoveu a Proclamação da República do Brasil, pondo fim ao período imperial e instaurando no país um novo sistema de governo - a República Federativa. Mas os ideais republicanos não nasceram neste período. Começaram a mobilizar a opinião pública desde 1870, com o fim da Guerra do Paraguai. Ao movimento abolicionista anexaram-se a propaganda republicana e as inquietações do setor militar, fortalecido pelo êxito na guerra. O Manifesto Republicano, lançado no Rio de Janeiro no final de 1870, defendia um regime presidencialista, representativo e descentralizado.As campanhas republicana e abolicionista caminharam paralelamente, e a abolição representou um golpe fatal para o Império, que perdeu o apoio dos escravocratas. Uma conspiração entre as camadas urbanas, os fazendeiros paulistas e o exército desembocou no golpe militar que proclamou a República.



Perguntas e Respostas



1-Anos antes da Proclamação da República, a monarquia brasileira foi se fragilizando por crises em setores importantes, entre eles:



R: O militar e o religioso
2-No final do século 19, qual era o principal produto da economia brasileira?



R:O café
3-Antes fiel ao imperador, Deodoro da Fonseca precisou antecipar para 15 de novembro o golpe que depôs a monarquia por conta de boatos de que ele seria preso na companhia de outro líder da articulação militar. Quem?



R:Benjamin Constant
4-Proclamada a República por meio de um documento da Câmara do Rio de Janeiro, dom Pedro 2º foi obrigado a deixar o Brasil. Quanto tempo depois de 15 de novembro ele partiu para a Europa?



R:Dois dias
5-Sobre o mandato do primeiro presidente do Brasil, é correto afirmar que:



R:Deodoro da Fonseca foi eleito pelo Congresso e renunciou ao cargo em 1891

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Os rostos perdidos de Auschwitz (IMAGENS que FALAM)

Vocês precisam de textos ou vocês escutam com seus olhos e leêm cada figura aqui exposta? (Velas em Auschwitz)